Mão Amiga: mais que oportunidade de pesquisa, oportunidade de interação social e troca de experiências.



Supervisora bolsista PIBID/FAFIUV: Ana Paula Dias Romanoski
G - Pedagogia- FAFIUV
Orientador: Profª Ms. Rosana Beatriz Ansai

RESUMO:
Percebe-se que a profissão de professor é muito árdua, mas quem realmente quer fazer a diferença vai em busca de novas possibilidades de incluir em sua prática novas metodologias, principalmente as significativas que irão contribuir no seu trabalho e na qualidade do ensino. Entre essas alternativas, incluem-se os processos de formação e a troca de experiências oportunizadas pelos projetos de extensão universitária, como é o caso do subprojeto Mão Amiga PIBID/FAFIUV- 2013, no qual atuo como professora supervisora bolsista. Dentro desse projeto tenho a oportunidade de realizar estudos acerca da temática abordada: Dificuldades de Aprendizagem, dando continuidade à minha formação e oportunizando ampliação de cabedal teórico, a fim de modificar minha práxis enquanto professora. Vale ressaltar aqui que essa aprendizagem não fica restrita somente à minha pessoa, mas também é compartilhada com as acadêmicas bolsistas que fazem parte da equipe da Escola Municipal de Campo Interventor Manoel Ribas e atuam diretamente com as crianças com Dificuldades de Aprendizagem. Esse projeto evidencia que a formação teórica deve estar aliada à prática, contribuindo para o melhoramento da qualidade de ensino, visto que essas ações poderão gerar transformações no que tange ao ensino-aprendizagem, garantindo reflexões sobre nossas práticas, buscando por aperfeiçoamento, que certamente virá da pesquisa e da troca de experiências, e a partir dessas trocas e do confronto das ideias, das vivências e das aprendizagens, gerar um círculo de cumplicidade e de amizade gigantesco, onde se desmistifica a sensação de apropriação do conhecimento para si, e se constrói um conhecimento compartilhado. E dentro dessa perspectiva entende-se que os professores são agentes ativos na construção de sua própria prática, sem esquecer que estão em interação com os demais e imersos nas limitações da escola. Acredito que como ex-bolsista de projetos de extensão universitária garanti uma práxis educativa mais alicerçada na pesquisa, e na busca de novas perspectivas, e que agora como supervisora bolsista posso semear tais sentimentos e entusiasmo às acadêmicas bolsistas que estão sob minha tutela no intuito de contribuir com minhas experiências para elevação de suas atuações práticas. Portanto, não tenho palavras para expressar tamanha gratidão por esta oportunidade. Não posso deixar de agradecer as acadêmicas bolsistas que atuam comigo: Eliada Alves, Janaine Gonçalves, Joice Eliane dos Santos, Nilce Svarcz Jungles de Camargo, Poliana Roberta de Miranda e Priscilla Vichinieski, pelo tamanho empenho, esforço, dedicação e respeito que demonstram no trabalho com os alunos e também para comigo.



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Planos de aula - Amarelinha




IDENTIFICAÇÃO DA BOLSISTA ACADÊMICA


Nome: Nilce Svarcz Jungles de Camargo
Escola que atua: Escola Municipal de Campo Interventor Manoel Ribas

Figuras 01 e 02: Na primeira foto o início do Plano de Aula sobre as Amarelinhas e na segunda o término deste plano de aula.

    Na atividade “Amarelinha tradicional”, como mostra a Figura 03, desenhei com giz o percurso na quadra de esporte, com casas simples e duplas, numeradas de 1 a 10, separando as casas inicial e final. Em seguida, expliquei as regras da brincadeira e o procedimento de alternância dos alunos. Nesta atividade percebi que os alunos estavam com dificuldade de equilibrar-se, depois de muita prática ocorreu uma grande melhora nos saltos e na sequência desta brincadeira. 
 
 
Figura 03: Alunos do 2° e do 3° ano participando da atividade Amarelinha tradicional.
 
    Após, foi realizada a “Amarelinha de velocidade rápida” com o desenho de mais uma amarelinha de tamanho maior, na qual o uso da pedrinha foi dispensado e cada aluno utilizou uma das amarelinhas. Como combinado com eles o objetivo era a velocidade do deslocamento e a coordenação entre os saltos alternados de um e dois pés, anotei em uma planilha o tempo de percurso de cada um e após discutimos o desempenho no desenvolvimento das atividades. Logo, trabalhamos com a “Amarelinha recortada”, Figura 04, na qual distribui 13 cartas para os alunos. Após, expliquei que as casas foram recortadas com a intenção de propiciar uma nova modalidade de construir e brincar a amarelinha.

Figura 04: Alunos do 2° e do 3° ano participando da atividade Amarelinha recortada.


     Em seguida, sugeri que os alunos projetassem uma Amarelinha com as mesmas casas da Amarelinha tradicional, mas desta vez em ordem diferente. O fundamental era que a sequência proposta fosse possível de ser executada por todos. Nas cartas em branco os alunos desenharam outros movimentos como saltar com um pé colocando uma mão no chão e assim sucessivamente. Esses movimentos novos foram incluídos na sequência proposta, junto com os passos da amarelinha tradicional. Após concluírem a sequência desenharam o projeto com giz na quadra, mas quando foram pôr em prática notaram o quanto foi difícil realizar todas os passos planejados, conforme a Figura 05. Percebi que alguns alunos projetaram uma sequência de movimentos nas cartas, mas não conseguiram realizá-lo na prática, então os ajudei a localizarem onde estava a dificuldade, reformulando a sequência, deixando-a de forma possível de executá-la. Nesta atividade observei a boa vontade de todos os educandos na experimentação do projeto, o desempenho e o entendimento das regras. 


Figura 05: Alunos do 2° e do 3° ano colocando em prática os seus projetos. 

     Os professores precisam estar informados da importância que o brinquedo, o brincar e o jogar têm no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes. Assim Piaget (1951) diz que:
Para Piaget (1951), o jogo é fator de grande importância no desenvolvimento cognitivo. O conhecimento não deriva da representação de fenômenos externos, mas sim, da interação da criança com o meio ambiente. O processo de acomodação e assimilação é meio pelo qual a realidade é transformada em conhecimento. No brincar, a assimilação predomina e a criança incorpora o mundo à sua maneira sem nenhum compromisso com a realidade. Neste sentido, brincar é parte ativa, agradável e interativa do desenvolvimento intelectual.

     Sendo assim, Piaget deixa claro que o conhecimento está intimamente ligado com a vivência da criança, ou seja, depende da influência do seu meio, por isso, o brincar ajuda no seu desenvolvimento cognitivo intelectual.
Para Vygotsky (1967), há dois aspectos importantes no brincar: a situação imaginária e as regras. A situação imaginária criada pela criança preenche necessidades que mudam de acordo com a idade. Um brinquedo que interessa a um bebê não interessa a uma criança mais velha. As regras presentes no brincar não são regras explícitas, mas que a própria criança cria o desenvolvimento desses dois aspectos delineia a evolução do brinquedo das crianças.
      Portanto, Vygotsky relata que por meio do brincar a criança precisa desenvolver sua imaginação e cumprir regras. Dependendo da sua idade é o tipo de brinquedo que ela se interessa, conforme o seu amadurecimento é a forma como cria as regras para o seu próprio brinquedo.



REFERÊNCIAS 


PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1951. 


VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984. 
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Atividades programadas para o mês de setembro.


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Reunião de 13 de setembro de 2013.



   Na manhã do dia 13 de setembro de 2013, as bolsistas da escola Padre Joao Piamarta reuniram-se nas dependências da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitoria, a fim de sistematizarem o planejamento voltado às ações do projeto Mão Amiga. 
   As veteranas do projeto na referida escola, Heliana e Elaine (que estão inseridas no local desde abril de 2012), bem como as quase veteranas no Piamarta, Tatiana, Maria e Laís evidenciam que cada vez mais a escola acolhe o projeto, dando a elas a certeza de que fazem parte do grupo docente e que estão colaborando para o bem geral. Em contrapartida, as bolsistas tendem a participar das atividades que a escola promove à comunidade, comprovando e exteriorizando nessa ação o quão comprometidas estão com a iniciação à docência e com os trabalhos empreendidas pela e na escola.

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Aniversariantes do mês.

Feliz Aniversário!

Silmara Maria Wierzbicki

Data de Nascimento: 23/09

 Rosana Beatriz Ansai 

Data de Nascimento: 10/09


 Janaíne Eliana Scherer

Data de Nascimento: 22/09
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